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AURORA CARAMBOLA: PERSONAGEM SEM HISTÓRIA
Alguns escritores têm uma enorme dificuldade em desapegar de suas ideias. Como a Teleya, que, ainda que seja muito prática na escalação de seus personagens, mantém um enorme arquivo de ideias que podem ser remodeladas para usos futuros.
A vantagem de ter sido por muito tempo apenas um nome na mente da minha criadora foi a de poder observar atentamente a tudo que acontecia com outros personagens e aprender. A ponto de que um dia eu passei a ter opiniões e a me expressar.
Assim fundei este jornal — Teleya's Save Point — para poder contar aos leitores tudo que antes ficaria pegando poeira no acervo mental dela.
Mas não quero me estender muito falando de mim, pois deixarei que vocês me conheçam através das histórias que contarei em meus artigos.
A seguir algumas fotos minhas apenas para fins decorativos.

TELEYA: A ESCRITORA DE QUEM ESTAMOS FALANDO

Uma escritora cuja criatividade é tão abundante que frequentemente não cabe nas palavras e então transborda para outras dimensões, sempre criando formas diferentes de se expressar.
Entretanto, Teleya tem um defeito que a tem tornado alvo de críticas por parte de seus personagens e leitores: ela é uma procrastinadora.
Para nós, personagens que vivemos na mente dela, o grande problema é ela não
parar de criar histórias, o que está nos deixando sem espaço e sem paciência.
Em sua defesa, ela diz que não pode parar de criar, pois isso seria o mesmo que perder o sentido de viver, e ao mesmo tempo alega que não tem ânimo para colocar suas ideias no papel por falta de incentivo.
Após um hiato de alguns anos por questões de saúde, ela diz que sente falta da troca com o público e que escrever um livro sozinha é desanimador.
A verdade é que essa autora tem um apetite voraz por biscoitos e lágrimas de leitores, e que no tempo em que esteve afastada, ficou sem provisões para se alimentar.
Como personagens, só nos cabe tomar a frente e externar as histórias nós mesmos, além de deixar um apelo a todos os leitores que gostam do trabalho da Teleya: nos ajudem a alimentar a fera. Cada comentário faz toda a diferença para nós.
ASLEY: A ILUSTRADORA EM CIMA DO MURO
Quando um escritor pensa em um personagem, ele está criando um ser imaginário que habitará sua mente enquanto ele está se desenvolvendo. A partir do momento em que este autor partilha sua obra, o personagem migra para o imaginário coletivo partilhado por todos aqueles tocados pela história.
Entretanto, uma mente criativa pode ter muito mais ideias do que é capaz de desenvolver e, por isso, é normal que haja personagens que não são aproveitados em nenhuma narrativa. Para estes, resta encontrar uma ocupação ali mesmo na mente de seu criador.
Eu, Aurora Carambola, sou a principal colunista deste jornal, mas antes disso fui por muito tempo apenas um nome. A formação da minha personalidade só foi possível graças a um dos aspectos da mente da minha criadora, a inquietação que não pode ver uma ideia e já quer movimentar.

Agora celebro mais uma conquista para todos os personagens “desperdiçados”, pois mesmo não tendo uma história consegui passar para o imaginário coletivo e ganhar um rosto através da mente da ilustradora Asley.
Se a Teleya é nossa antagonista, acreditamos que a Asley pode ser nosso trunfo secreto. Ainda que eu tenha que admitir que ela age como uma agente dupla, e que nunca dê para saber de qual lado ela gosta mais.
E, apesar das animosidades entre minha escritora e eu, sou grata e reconheço que ela teve o olhar certeiro ao escolher sua cúmplice. Alguém em quem Teleya pode confiar de olhos fechados para escolhas muito importantes sobre nossas aparências, já que ela tem uma imaginação grandiosa, porém sem espaço para preconceitos.

